27 junho, 2026

Jacob do Bandolim

Noites cariocas


Sei que ao meu coração só lhe resta escolher

Os caminhos que a dor sutilmente traçou

Para lhe aprisionar

Nem lhe cabe sonhar com o que definhou

Vou me repreender pra não mais me envolver

Nessas tramas de amor

Eu bem sei que nós dois somos bem desiguais

Para que martelar, insistir, reprisar

Tanto faz, tanto fez

Eu por mim desisti, me cansei de fugir

Eu por mim decretei que fali, e daí?

Eu jurei para mim não botar nunca mais

Minhas mãos pelos pés (...)

29 março, 2026

 Acreditava em Deus e em outras coisas invisíveis

Dizia sempre sim aos seus senhores infalíveis
Pois é; tendo dinheiro não há coisas impossíveis
Mas o anjo do Senhor (de quem nos fala o Livro Santo)
Desceu do céu pra uma cerveja, junto dele, no seu
canto
E a morte o carregou, feito um pacote, no seu manto
Que a terra lhe seja leve (...) 
(Belchior)

19 julho, 2024

 No novo tempo, apesar dos castigos

Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos

Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer

No novo tempo, apesar dos perigos

Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta

Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver (...)
(Novo Tempo)

16 julho, 2024

 LUA E FLOR 


Eu amava como amava algum cantor

De qualquer clichê, de cabaré, de lua e flor.
Eu sonhava como a feia na vitrine,
Como carta que se assine em vão.
Eu amava como amava um sonhador,
Sem saber por quê e amava ter no coração
A certeza ventilada de poesia
De que o dia não amanhece não.
Eu amava como amava um pescador
Que se encanta mais com a rede que com o mar.
Eu amava como jamais poderia
Se soubesse como te encontar...

Jacob do Bandolim

Noites cariocas Sei que ao meu coração só lhe resta escolher Os caminhos que a dor sutilmente traçou Para lhe aprisionar Nem lhe cabe sonhar...