12 julho, 2024

Asa Partida

 Essa saudade


O cigarro, a luz acesa
E a noite posta sobre a mesa
Em cada canto da casa
Asa partida e dor
Gemido morto, amor
Tão longe vai, tão longe vou
Nuvem sem rumo é assim mesmo
Eu não queria
A vida desse jeito
Meu olho armando um bote sem futuro
Fumaça
e continua o teu sorriso no meu peito
Essa saudade, O cigarro, a luz acesa
E esta noite posta sobre a mesa...
Em cada canto da casa
Asa partida e dor
Gemido morto, amor

NOVOS ARES

 Nos próximos momentos, irei tentar rebuscar um período marcante da minha vida. Seja através de textos completos ou apenas fragmentos poéticos e literários que tão importante foram para a minha jornada.

Um período de sorrisos permanentes; prazeres inconsequentes e uma constante busca pelo acolhedor e confortante conhecimento.

Abençoado foste; abençoado é... e pra sempre será!

(Mauro P. Savaro)

21 abril, 2014

DESABAFO

Na fila do supermercado, o caixa diz para uma senhora idosa:
A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis ao meio ambiente.
A senhora pediu desculpas e disse:
Não havia essa onda verde no meu tempo.
O empregado respondeu:
Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora.
Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente.
Você está certo - responde a velha senhora.
Nossa geração não se preocupou adequadamente com o meio ambiente.
Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja.
A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes.
Realmente não nos preocupamos com o meio ambiente no nosso tempo.
Subíamos as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e nos escritórios.
Caminhávamos até o comércio, ao invés de usar o nosso carro de 300 cavalos de potência a cada vez que precisássemos ir a dois quarteirões.
Mas você está certo.
Nós não nos preocupávamos com o meio ambiente.
Até então, as fraldas de bebês eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis.
Roupas secas: A secagem era feita por nós mesmos, não nestas máquinas bamboleantes de 220 volts.
A energia solar e eólica é que realmente secavam nossas roupas.
Os meninos pequenos usavam as roupas que tinham sido de seus irmãos mais velhos, e não roupas sempre novas.
Mas é verdade:
Não havia preocupação com o meio ambiente, naqueles dias.
Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto.
E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como?
Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós.
Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usávamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar.
Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos.
O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade.
Mas você tem razão:
Não havia naquela época preocupação com o meio ambiente.
Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos.
Canetas: Recarregávamos com tinta umas tantas vezes ao invés de comprar uma outra.
Abandonamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte.
Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época.
Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas.
Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos.
E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima.

05 setembro, 2013

Meu camarada Samuka

 Samuka é um cara muito especial. Antes de falar sobre sua personalidade, direi como fisicamente ele é: Magro, estatura mediana barba por fazer e cabelo rastafari ( ele até é meio jamaicano mesmo). O mais interessante é sua roupa - quase sempre a mesma - camisa branca, calça jeans surradíssima, sandália franciscana e colete de couro marrom. Óculos, ele usa quando quer.
 Bom, estampa apresentada, vamos ao fato: Samuka foi meu vizinho durante anos. Agora que me mudei, o vejo muito espaçadamente mas sempre que posso, retorno à vizinhança para estar com todos - principalmente o Samuka.
 Cara bom de papo, prá cima... super alto astral. Tem colocações translocadas... imprevisíveis. É muito legal ouvir suas proezas e viagens insólitas.
  Samuka tem um repertório de provérbios e pensamentos que faria qualquer um simplesmente enloquecer, rsrsrs
  As célebres frases do Samuka têm sido usadas por mim, em minhas aulas, há anos. Acho que elas têm me inspirado de certa forma a ilustrar algo que julgo ser subjetivo demais para se entender ou, quem sabe, para expressar aquilo que não pode ser dito... de forma alguma.
 Qualquer dia volto prá ver o Samuka.


23 dezembro, 2012

Arrendamento


Com tanto céu pra voar e você me apresenta a gaiola;
Tantos livros pra ler e você me tira a visão.
Ouvindo o Melodia, eu entristeço e te chamo:
“Pérola Negra, te amo... te amo.”

As notícias dão conta que tudo é belo,
Mas você se revolta e diz que é o fim.
Poderia então construir meu castelo?
Ou será que sou eu que te deixo assim?

Passas então a respirar o meu ar;
Pega, machuca, arranha meu Ser.
Se tudo é tão bom da janela pra fora,
Abre as amarras e torna a correr.

As notícias dão conta que tudo é belo,
Mas você insiste e só fala de chão.
Anda a meu lado num vil paralelo,
Ajoelha e recolhe a minha oração.

As sábias palavras do mestre da luz,
Reclama a vida que um dia foi minha.
Se é pra viver os sonhos de outrora,
Melhor que na causa, se perca a razão.


Mauro P. Savaro


14 novembro, 2012

O Tempo



Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã você acorda com um saldo de R$ 86.400,00.
Só que não é permitido transferir o saldo para o dia seguinte.

Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia. O que você faz?

Você iria gastar cada centavo é claro! Todos nos somos clientes deste banco que estamos falando.
Chama-se "TEMPO".
Todas as manhãs são creditados para cada um, 86.400 segundos. Todas as noites o saldo é debitado como perda.

Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte. Todas as manhãs a sua conta é reinicializada, e todas as noites as sobras do dia se evaporam. Não há volta!

Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário. Invista então no que for melhor: na sua saúde, felicidade... Sucesso!
O relógio esta correndo. Faça o melhor para o seu dia-a-dia.

* Para você perceber o valor de "um ano", pergunte a um estudante que repetiu de serie.

* Para você perceber o valor de "um mês", pergunte para uma mãe que teve seu bebê prematuramente.

* Para você perceber o valor de "uma semana", pergunte a um editor de um jornal semanal.

* Para você perceber o valor de "uma hora", pergunte aos namorados que estão esperando para se encontrar.

* Para você perceber o valor de "um minuto", pergunte a uma pessoa que perdeu o trem.

* Para você perceber o valor de "um segundo", pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.

* Para você perceber o valor de "um milésimo de segundo", pergunte a alguém que ganhou a medalha de ouro em uma olimpíada.

 Pois bem, valorize cada momento que você tem. Cada dia, hora ou minuto!
 E valorize mais ainda porque você deve dividir com alguém especial, especial o suficiente para gastar o seu tempo junto com você. Lembre-se, o tempo não espera pôr ninguém.

Ontem é história. O amanhã é um mistério. Hoje é uma dádiva, uma benção.

E Por isso é chamado de PRESENTE. 

17 outubro, 2012

O CÉTICO E O LÚCIDO...

Vida após a morte? Deus?
É A Primeira vez que vejo uma argumentação tão criativa e racional!
O CÉTICO E O LÚCIDO...
No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.
O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos
aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que
seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.
Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É
totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente
uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical
é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco
diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas
encerra a vida. E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a
angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com
certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem
ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não
existe nenhuma.
- Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la
cantando ou sente como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só
então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando
para ela...

PENSE NISSO.....

A pessoa que escreveu este texto foi muito iluminada.
Eu nunca havia pensado dessa maneira. Adorei a forma utilizada para
esclarecer uma dúvida que atormenta a maioria da humanidade.
Como achar que não exista vida após o nascimento??? Esta questão é a
mesma de não acreditar em vida após a morte!!!
Tudo depende de um ponto de referência. Usar o óbvio para explicar o duvidoso.
Aliás... "O que é a vida e o que é a morte?"
--

Jacob do Bandolim

Noites cariocas Sei que ao meu coração só lhe resta escolher Os caminhos que a dor sutilmente traçou Para lhe aprisionar Nem lhe cabe sonhar...